terça-feira, 11 de abril de 2017

Aromaterapia e Astrologia - Um pouquinho

ASTROLOGIA
A astrologia (  um aprofundamento necessário para o completo entendimento ), utiliza muitos conceitos, temos e símbolos da antiga alquimia. Aqui será apresentado, alguns pequenos conceitos básicos. Não tenho a pretensão, de estar escrevendo um curso de astrologia, mas gostaria de deixar algumas dicas desta linda ciência.
Segundo os antigos alquimistas, os signos zodiacais são constituídos em dois hemisférios. O norte e o sul, onde existe o domínio do Sol e da Lua. Estes representam o dia e a noite, o yang e o yin.
Teremos então:
Signo de Leão com regência do Sol
Câncer com a regência da Lua
Virgem e Gêmeos com a regência de Mercúrio
Escorpião e Áries com a regência de Marte
Sagitário e Peixes com a regência de Júpiter
Capricórnio e Aquário coma  regência de Saturno
Temos então desde a antiguidade, a Terra constituída como o centro do Universo dentro da visão da astrologia, sendo a Terra circundada pelo firmamento e pelos planetas solares. O Sol, é considerado o centro do sistema planetário, em torno do qual giram todos os planetas em órbitas elípticas. Estes planetas recebem a energia solar em formato de ondas gravitacionais, eletromagnéticas e de luz, transformando e modulando-os, segundo seus respectivos tamanhos,  e seus elementos químicos com os quais são constituídos, e refletindo-a em ângulos variados e em correntes específicas em direção da Terra. Com o termo regência, se denomina a ascendência,  de um determinado astro que imprime sua característica em todos os seres vivos. Em tempos remotos, as regência planetárias,  também eram dadas às plantas, onde então por estas características, se utilizavam suas propriedades curativas.
Temos então, que conforme a posição astral planetária no firmamento, temos de forma cíclica, aspectos favoráveis ou desfavoráveis na condição de crescimento das plantas. Este formato ainda é utilizado por algumas empresas quando da colheita de suas matérias primas. Infelizmente não sendo tão fácil de achar que ainda plante desta forma. Na antroposofia, ainda algumas empresas, tendem a utilizar somente este tipo de planta.
De uma forma bastante sucinta, colocarei aqui algumas informações sobre cada signo e suas plantas e óleos essenciais.


segunda-feira, 10 de abril de 2017

Um pouco de alquimia e aromaterapia

AROMATERAPIA, ALQUIMIA E ASTROLOGIA

O homem sempre se interessou em desvendar  o mistério da vida, e sua origem. Sempre houveram questionamentos sobre como a vida surgiu, como se originou, existindo várias filosofias, religiões que tentam explicar estes mistérios.
Na Europa, no final da Idade Média, surgem os alquimistas. Eles empregavam um vasto conhecimento entre várias ciências, tais como a medicina, astrologia e filosofia. Podemos descrever, baseados nos antigos conceitos, por exemplo, na Pérsia, onde viveu Avicena, o conhecimento desta época se dava em relação à religião, aos estudos das leis, da medicina, onde importando de vearias regiões ao redor do mundo, os alquimistas, olhavam a vida, segunda estas vearias ciências, e tentavam entender o conceito de vida. Utilizavam muito da observação da natureza e seus ciclos, e como tudo era interligado.
Temos alguns representantes de peso, que merecem destaque, tais como:
Agrippa von Nettelsheim, e Paracelso, que escreveram vearios volumes, muito extensos, à respeito do conhecimento científico herdado dos antigos gregos e romanos. Devido a insistente procura da pedra da sabedoria, coube aos alquimistas, apesar de serem muitas vezes bastante ridicularizados, o mérito de terem redescoberto a destilação dos  chamados por eles de « óleos  etéreos ».
A alquimia conta com três princípios básicos, pois segundo sua concepção, toda manifestação da matéria é realizada pela interligação dinâmica de três princípios filosóficos, que também foram chamados de três substâncias, que formam uma unidade dentro da trindade e que estas possibilitam a manifestação da vida.
Os vegetais, os minerais e os elementos químicos, são  denominados, pela terminologia dos alquimistas, de «SULFUR » ( enxofre ). Mercúrio, e sal, não deveriam ser confundidos com elementos químicos, ou com o planeta que tem o mesmo nome. No reino vegetal, obtemos a separação destes três princípios, através da destilação, passando por várias etapas de longa duração.
MERCÚRIO: é uma substância volátil, representado pelo álcool ( etanol = C2H5OH ), que é extraído por uma fermentação seguida de destilação. Durante a fermentação, que é obtida com o auxílio de micro-organismos vivos e fungos, a planta é decomposta, formando-se álcool etílico e carbono.
                   
                  C6H12O6 = 2C12H5OH+2CH2

Mas vamos ao que interessa:
MERCÚRIO: representa a energia vital, o prana, volátil, análogo, o conceito chinês de Chi, o japonês de Qi.
Esta energia etérea vital, penetra através da respiração, nos pulmões nutrindo os corpos sutis. É anônima, sem consciência, representa o princípio passivo, feminino, o que na Medicina Tradicional Chinesa chamamos de Yin. Está ligada à Lua, se manifestando no corpo, no sangue, no sêmen, no sistema respiratório e cardíaco.

SÚLFUR ( enxofre ): está ligado às forças masculinas, do fogo invisível, do brilho interior, do princípio da alma cósmica, e do amor incondicional, representando o símbolo do masculino, da polaridade Yang, que é consciente, ativo. Aliado às forças vitalizantes do Sol. Substância oleosa, representa os elementos Fogo e Ar.
Mercúrio e Súlfur, são elementos opostos entre si,  formando polaridade neutra, semelhante aos princípios Yin e Yang, que possibilita a formação de um terceiro princípio o Sal, ou a matéria.
O alquimista entende e distingue o súlfur fixo e o súlfur volátil. O súlfur volátil, é representado pelos óleos essenciais, o primeiro produto a ser extraído pela destilação.
Mercúrio, representa o espírito e o súlfur, a alma da planta, enquanto que o Sal, é gerado pela interação de ambos, sendo considerado o corpo que se manifesta através da matéria.
O óleo essenciais, são obtidos pela matéria, que é a planta, matéria viva, até surgirem, das cinzas embranquecidas, minerais solúveis em água, formando cristais denominados de «SAL SALIS », (sal  do sal ).
Estes três princípios ativos podem  ser separados entre si. Começa-se primeiro com a fermentação e a extração dos óleos essenciais. O passo seguinte, é a separação do mercúrio pela fermentação das sobras das plantas e do hidrolato, adicionando-se ainda uma determinada quantidade de levedura de cerveja e açúcar que depende do tipo de planta e da temperatura ambiental. A fermentação termina quando não se  forma mais dióxido de carbono. Em seguida esta substância é submetida a diversas fases de destilação, onde surge como produto final o álcool etílico.
Os três princípios alquímicos se apresentam em três estados físicos diferentes:
Sólido, líquido e gasoso, que são regidos pelos quatro elementos, terra, água, ar e fogo, que possuem propriedades frias, úmidas, secas, e quentes.

·      O elemento Terra: representado pelos carbohidratos (açúcar ), do qual se destila o álcool;

·      O elemento Água: está presente nos líquidos das plantas…


·      O elemento Ar: se libera em forma de dióxido de carbono;

·      O elemento Fogo: é perceptível pela liberação de energia calorífica durante a fermentação;


Nestes quatro elementos está contido um quinto caráter, denominado de « QUINTA ESSÊNCIA », mas não é idêntico a nenhum dos princípios anteriores. É uma forma imensurável, e pode ser comparado às forças cósmicas, que regem todos os princípios vitais do universo.
Paracelso dizia que é o cerne da origem de todos os elementos e, como tal, ao mesmo tempo, origem e alvo de toda a evolução.
A Quinta Essência é a força de interligação, ou causa, e a sua ausência provoca a desintegração de toda a matéria segundo a alquimia. Ela se manifesta de muitos modos,  em muito processos químicos,, como por exemplo,  na formação do mercúrio. Estes aspectos alquímicos ocultos, estão sendo escritos por mim, apenas para sabermos como os óleos essenciais na antiguidade era chamado, na idade média, de Quinta Essência, ou a alma vital da planta. Para quem quiser se aprofundar, há um livro, ou vários de Raimundus Lullus, ( alquimista e místico espanhol 1235 - 1315 ). Ele dizia que ao se separar as três substâncias,  através de métodos, bastantes difíceis,  por pessoas, como nós que não entendemos a alquimia,  e seus mistérios, e se a combinarmos novamente, medicamentos muito eficazes, para serem usados. A medicina espagírica, herdou o conhecimento dos alquimistas, havendo hoje em dia, muitos adeptos desta nova antiga -  medicina, espalhada pela Europa e Austrália.



quarta-feira, 15 de março de 2017

Pesquisa comprova ação ansiolítica de óleos essenciais de laranja e lavanda.


Pesquisa comprova ação ansiolítica de óleos essenciais de laranja e lavanda.
Depois de avaliar os efeitos do óleo essencial de rosas e comprovar sua ação ansiolítica, os pesquisadores da Unidade de Medicina Comportamental do Departamento de Psicobiologia da Unifesp direcionaram seus estudos para os óleos essenciais de laranja (citrus aurantium L.) e de lavanda (lavandula angustifólia mill), que têm despertado interesse científico por suas ações sedativas e relaxantes.
Os resultados em ratos mostraram que a inalação isolada desses óleos (grupo experimental) induziu um efeito ansiolítico, diminuindo o grau de emocionalidade dos animais, com um efeito superior ao grupo de animais que recebeu um ansiolítico padrão (grupo benzodiazepínico). O mesmo efeito não foi encontrado num terceiro grupo de ratos, considerado controle, ao qual nada foi ministrado.
De acordo com a Rita Mattei Persoli, bióloga responsável pelo estudo, os óleos essenciais atuam nas regiões cerebrais responsáveis pelas emoções (sistema límbico). Uma relação entre a percepção de odores e a resposta comportamental emocional tem sido sinalizada nesses estudos, explica a pesquisadora. É possível que os efeitos encontrados nos ratos sejam semelhantes nos seres humanos.
Muito utilizados nas indústrias cosmética, farmacêutica e alimentícia, os óleos essenciais são tema de vários estudos da Unidade, com projetos financiados pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), sob a coordenação do psicólogo José Roberto Leite.
Menos ansiedade e mais sociabilidade
Para testar o grau de emocionalidade dos animais, foi utilizado o teste do Labirinto em Cruz Elevado, que consiste em um aparelho no formato de cruz e que fica elevado do chão, no qual um dos caminhos é fechado e escuro e, o outro, é claro e aberto. Ratos não gostam de ambientes estranhos e que sejam altos e claros, pois o desconhecido para eles é estressante. Naturalmente, ele procura o lado escuro e amparado, quando colocado nesse labirinto, explica a pesquisadora. Entretanto, os animais que receberam a inalação dos óleos de lavanda ou de laranja exploraram mais o lado claro e aberto do labirinto, ou seja, tiveram a mesma reação dos animais aos quais foram administradas doses de benzodiazepínico.
Também foi aplicado o chamado Teste da Interação Social no Campo Aberto, em que os ratos são colocados em um campo amplo, circular e com paredes altas, junto com outro animal, com o qual nunca tiveram contato anteriormente. Da mesma forma como no teste do labirinto, os resultados mostraram que os animais que inalaram os óleos foram mais interativos e sociáveis, comportamento semelhante ao daqueles que receberam ansiolítico, quando comparados ao grupo de animais que nada recebeu (controle).
Mattei explica que outro parâmetro científico para avaliar o grau de ansiedade dos animais é a análise da quantidade de fezes eliminadas durante os testes. Quanto mais ansioso e agitado, maior será a quantidade de bolos fecais. Observamos muito isso nos ratos ‘controle’, pois a produção de ‘bolos fecais’ foi bem maior, quando comparada à dos outros dois grupos que estavam sob efeito dos óleos ou do benzodiazepínico, afirma.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Unifesp
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