sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Novo Lançamento BY Samia - Óleo de Orégano - Veja sua ficha técnica


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  1. HISTÓRIA
O nome do orégano é proveniente do grego oros e ganos (alegria da montanha), fazendo referência ao aspecto e aroma agradável desta planta. Na antiga Roma era considerada uma planta portadora de felicidade e paz.
O orégano era um óleo para banho muito apreciado pelos egípcios, mas os gregos parecem ter descoberto um uso mais sério para a erva. Ela era plantada nos cemitérios para ajudar os espíritos dos mortos a alcançar a paz. Mas também era usado na culinária e na medicina – acreditava-se que era eficaz no combate a tuberculose.
Na Pérsia, os astrólogos produziam bálsamos de orégano para proteção contra planetas hostis, poucas são as ervas que não entram nas poções do amor, e o orégano não é uma exceção. Ele era, entretanto, cultivado em mosteiros no século XIII, mas podemos afirmar com relativa convicção que os monges o apreciavam mais por seu efeito benéfico em problemas do peito do que por sua capacidade de despertar ardores. Era muito utilizado para tratamento de gripes e resfriados, pois se afirmava que ele era capaz de “limpar os pulmões”.
No Antigo Egito, fazia parte de uma formulação aromática desinfetante, capaz de afastar insetos e microrganismos, e, no século XIII, popularizou-se entre os mosteiros, onde era empregado na culinária e como remédio para problemas respiratórios.
A partir de estudos recentes, o orégano foi classificado como a planta de mais alta atividade antioxidante, até mais que a Vitamina E (Souza, 2005). O óleo é usado na composição de aromatizantes de alimentos e perfumes (Lorenzi e Matos, 2002) além de possuir efeito inibitório sobre diversas bactérias alimentícias e fungos (Sahin et al, 2003).


  1. NOME CIENTÍFICO: Origanum vulgare.



  1. NOME COMUM (POPULAR): Orégano, orégão, manjerona brava, origain (Franc), wild marjoram (Ingl), mejorana (Caribe), etc.



  1. ASPECTOS BOTÂNICOS: Se trata de uma planta perene, pertencente à família das Labiadas (Lamiáceas), cujo talo erguido, de cor vinho, pode alcançar 75-90 cm de altura. As folhas são ovaladas, opostas, com bordas dentadas em sua maioria, de cor verde salvo as superiores que podem ter uma tonalidade rosada. As flores são pequenas, de cor rosada com tonalidades alternando entre púrpura e branca, aparecem nos finais do verão e meados de outono.
O orégano é originário do Mediterrâneo e outras regiões ocidentais da Ásia; cresce em solos pouco férteis a férteis, calcários, correspondentes a zonas quentes. Também pode ser observado em bosques pouco densos e zonas montanhosas.
Ele está relacionado botanicamente com a manjerona, mas difere desta principalmente pelo aroma. Algumas variedades, com mais de 30 espécies de orégano, se apresentam tais como pequenos arbustos, densos com caule e ramagem eretos, outros são como forrações, espalhando-se com rizomas e ramagem prostrada.
Apesar de perene, deve ser replantado a cada 2 a 3 anos, pois perde o vigor e a beleza com o tempo.
Se cultiva em escala comercial em quase toda a Europa, América e países de clima quente.
Entre os produtores tradicionais se encontram na Grécia, Turquia, Espanha e França. Na América se destacam México, Peru e Chile. Cabe destacar que países com Alemanha, Estados Unidos e França consomem entorno de 400 toneladas anuais.


  1. PARTE UTILIZADA: Sumidades floridas.

  1. TIPO DE EXTRAÇÃO: O óleo essencial se obtém por destilação a vapor de água, das plantas frescas ou dessecadas cortadas no momento da floração.

7.     COMPOSIÇÃO QUÍMICA: O óleo essencial (0,15-0,90% da planta seca/sumidades floridas), o mesmo varia segundo a zona de onde provém a planta. Apresentam maiores concentrações os exemplares provenientes das zonas quentes do que das zonas frias – 90% dos óleos essenciais são compostos por fenóis tais como: timol (9,90%), terpeniol e carvacrol (este podendo chegar a 80%), mais hidrocarbonetos monoterpenicos: limoneno, alfa e beta pineno, p-cimeno e sesquiterpenicos: beta cariofileno e bisaboleno – outros compostos são: ácido fenólicos (cafeico, rosmarinico, ursólico, clorogenico), flavonoides (derivados do kempferol, luteolol, apigenol, diosmetina), taninos resina, principio amargo, etc.

O óleo essencial é um líquido de coloração amarelo-escuro de sabor amargo e pungente. Bastante produzido na Europa em especial na Turquia país cuja produção mundial atinge entre 15-20 toneladas/ano, apresenta densidade entre 0,9350 – 0,9600g/cm3 e um baixo rendimento sobre a matéria- prima vegetal, em torno de 0,5 a 1%.


8.     AÇÕES FARMACOLÓGICAS:
8.1  PROPRIEDADES: Analgésico, anti-reumático, antiespasmódico, antiséptico, estimulante do apetite, antitussígeno, carminativo, desinfetante, emenagogo, expectorante, estimulante do fígado, laxativo, parasiticida, rubefaciente, esplenético, estimulante geral, tônico estomacal, sudorífero, tônico geral e vulnerário.
8.2   MENTE: Pode ser um tônico e estimulante para os nervos, mas Valnet o considera útil para quem sofre de doenças imaginárias ou mentais.
8.3   CORPO: O principal efeito parece estar voltado para o sistema digestivo, tratando o estômago, o fígado e o baço. Pode ser um tônico e purificador geral, pois atua sobre distúrbios neurovegetativos e alivia espasmos intestinais. Também pode combater a acidez e os gases, e estimular o apetite. É considerado eficaz nos casos de aerofagia (deglutição exagerada de ar).
Parece ser benéfico para o sistema respiratório – aliviando resfriados, bronquite e acúmulo de catarro. Alguns estudos, o óleo essencial de orégano apresenta propriedades mucolíticas, ajudando a fluidificar o muco pulmonar e facilitando a sua expulsão. É capaz de aliviar os sintomas da asma e da coqueluche.
Sua ação estimulante ajuda a recuperar os sentidos. Segundo Culpeper, o orégano pode amenizar a surdez e aliviar a dor e o ruído nos ouvidos, além da dor de dente. Parece ter eficácia nos casos de enxaqueca e tiques faciais.
Ação estimulante e a capacidade de aliviar a dor podem ser benéficas para os tratamentos de cólicas menstruais, reumatismo e dores musculares em geral. Proporciona uma sensação de bem estar.
Acredita-se que trate o excesso de água nos tecidos, através de sua ação sudorífera, e possivelmente aumente o fluxo de urina.
Em contato com a língua revela-se amargo, pungente e ainda produz uma sensação de calor através da ativação das TRPV3 – “nossas proteínas, que atuam como sensores e temperaturas”.
Assim como a ácido acetilsalicílico, age como antiagregante plaquetário, o que dificulta (ou impede) a formação de trombos (Trombose). Com isto, ele é capaz de reduzir eventos cardiovasculares em pacientes portadores de doenças arterial coronariana (DAC) e outras.
8.4   PELE: Cortes e feridas infeccionadas podem reagir favoravelmente. Também parece ser para o tratamento da pediculose (infestação por parasitas de pele). O óleo de orégano tem propriedades antifúngicas e pode ser usado para tratar várias infecções, tanto na pele quanto internas. Ele é rico em Timol uma substância que combate fungos patogênicos incluindo a cândida. Verificou-se que ele é tão eficaz quanto antifúngicos convencionais.

9.     OBSERVAÇÕES: - Precauções: Não administrar durante a gravidez e amamentação. É um óleo muito forte e pode irritar as mucosas e peles sensíveis. Não se utiliza em crianças até 12 anos.
9.1   NOTA: Média.
9.2   PLANETA: Mercúrio.
9.3   AROMA: Herbáceo, amadeirado, mas levemente picante.
9.4   MISTURA-SE BEM COM: Manjericão, erva-doce, gerânio, capim-santo, pinho, tomilho e alecrim.
9.5   EFEITO NOS DOSHAS: Sem estudos.

10.  REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
- Tratado de Fitomedicina; Dr. Jorge R. Alonso; Bases Clínicas Y Farmacológicas; Ed. Isis Ediciones SRL; Setembro 1998.
- Farmacognosia da Planta ao Medicamento/ organizado por Cláudia Maria Oliveira Simões; 3ª edição, Ed. da Universidade – Universidade Federal do Rio Grande do Sul – 2001.
- The Review of Natural Products; 4th Edition – The most complete source of natural product information; 2005 – Wolters Kluwer Health, Inc.
- Óleos que curam – O poder da aromaterapia; Wanda Sellar ; 1992; Editora Nova Era.
- Aromaterapia – O equilíbrio entre o corpo e o espírito – Holística – através dos óleos essenciais; Ann Berwick;  3ª edição; Editora nova Era – 2002.
- Aromaterapia – Um guia de A a Z para o uso Terapêutico dos Óleos Essenciais; susan Worwood; 1995; Editora Best Seller.
- Aromaterapia e as Emoções; Shirley Price; 2ª edição; Editora Bertrand Brasil; 2000.
- O livro completo de óleos, incensos e infusões – Scott Cunningham – Editora Gaia – 2005.
- Ayurveda e Aromatherapy; The Earth Essential Guide to Anciente Wisdom and Modern Healing – Dr. Light Miller and Dr. Bryan Miller – Editora Lótus – 1995 -  2ª edição.
- PDR for Herbal Medicines; 4ª edição; editora Thomson – 2008.


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sexta-feira, 26 de julho de 2019

Sobre o Óleo Essencial de Ho Wood. Novidade na By Samia


Quando a By Samia foi inaugurada, lancei junto aos outros 60 óleos essenciais na época o Ho Leaf. Neste. período de mais de 20 anos, muitos óleos foram retirados de minha lista, pois ainda não havia o consumo para que estes estivessem a venda. Fui muito romântica no momento e lancei muitos óleos. Hoje após mais de 20 anos no mercado, vejo a necessidade de trazer este óleo ao meu portifólio, por suas características maravilhosas, não somente na pele, mas também em relação ao momento de estresse que vivemos, e que este óleo é um grande auxilio na esfera emocional, pelo seu majoritário o linalol, na modulação de serotonina, na ajuda de transtornos de ansiedade e depressão. Então fica para vocês a ficha deste maravilhoso óleo essencial.
Abaixo o link:


·   HISTÓRIA
O Ho Wood é uma árvore milenar muito venerada no Japão e na China. Foi citado pela primeira vez pela condessa alemã Hildegarde, que utilizava sua essência como perfume no século XII, dando o nome de gamphora ou cânfora. Também aparece no livro de viagens do navegante Marco Pólo no século XIII, e em formas mais detalhada nos livros de ervanários chineses do século XVI denominado Pun-tsao-kang-muh.
Algumas civilizações do Extremo Oriente consideravam-na uma planta consagrada aos deuses e usavam-na, em geral, em cerimônias religiosa. Os heróis guerreiros eram coroados com as folhas, mas seu uso no embalsamento também era bastante difundido. O aroma forte atraiu os chineses que a importavam do Vietnã para a construção de seus templos e embarcações. A Pérsia – hoje, Irã – já a considerou um remédio eficaz contra a peste. Seu rei Chrosroes II, a apreciava a ponto de preservá-la dentre os tesouros de seu palácio na Babilônia. Os arqueólogos, durante uma escavação na Itália, encontraram matéria orgânica preservada em perfeito estado em um jarro de Bornéu. A cânfora é há muito tempo um óleo essencial importante, usado no mundo inteiro em produtos aromáticos e inseticidas.
·       NOME CIENTÍFICO: Cinnamomum camphora ; Cinnamomum camphora T. Nees et Ebermeier. (Laurus camphora L.) Camphora officinarum Nees.
·       NOME COMUM (POPULAR): Cânfora, Ho Wood, Alcanforero, Alcanforeira (Port), Camphor tree (Ingl), cinnamomo (Ital) e Camphrier (Franc), ho sho, ravintsara, etc.
·       ASPECTOS BOTÂNICOS: Se trata de uma árvore sempre verde, pertencente a família das Lauráceas, de copa densa, que alcança uma altura de 15 metros existem exemplares que podem chegar a 40 metros, em um ano chega a 3 metros. A casca é lisa, de coloração cinza pardo, folhas aromáticas, grossas ovalanceoladas, dispostas de forma alternadas – apresenta flores pequenas, hemafroditas, amarelas que aparecem no princípio do verão  - o fruto é carnoso e apresenta uma só semente. É originário da China e do Japão, muito cultivado em Taiwan, zona do Mediterrâneo, França e amplamente distribuído em outras regiões de clima tropical e subtropical – cresce até cerca de 750 metros do nível do mar. Essa árvore de vida longa – que, em geral, chega a 1.000 anos – não é mexida antes de completar 15 anos. A cânfora  é encontrada em todas as partes da árvore, mas a massa cristalina e incolor leva muitos anos para se formar. O óleo da canforeira de Bórneu, Dryobalanops camphora, nativa da Sumatra e da família das dipterocarpáceas, é normalmente preferido na aromaterapia e é bem mais suave.
·       PARTE UTILIZADA: Madeira, casca.
·       TIPO DE EXTRAÇÃO: Destilação à vapor.
·       COMPOSIÇÃO QUÍMICA: O óleo essencial (2-3%) por destilação da madeira de 25-45 anos de idade se obtém o óleo essencial branco de cânfora (cetona dextrógira) como constituinte.  Porém seu maior constituinte é o linalol (97,5%). Esta substância oleosa bruta se deixar esfriar para logo depois poder separar por filtração a cânfora da essência – a qual contém acetaldeído, cânfora, borneol, cineol (0,2%), d-pineno, eugenol, felandreno, heliotropina, safrol, terpineol e vanilina.
·       AÇÕES FARMACOLÓGICAS:
·       PROPRIEDADES: Analgésico, anidepressivo, anti-séptico, antiespasmódico, estimulante do coração, carminativo, diurético, febrífugo, hipertensor, inseticida, laxativo, rubefaciente, estimualnte, sudorífero, vermífugo e vulnerário. 
·       MENTE: É um óleo equilibrador, apesar de sua natureza estimulante. Acalma o nervosismo, especialmente quando associado à depressão, mas funciona como estimulante em casos de apatia – pode ser muito benéfico para o estágio de convalescença. Parece ser favorável ao tratamento de doenças nervosas e psicossomáticas. Tem um efeito calmante geral sem induzir a sonolência.
·       CORPO: Estimula o coração, a respiração e a circulação. Eleva a pressão arterial em caso de hipotensão. Limpa pulmões congestionados, facilita a respiração e é usado, em geral, como inalante. Parece se útil em qualquer condição em que exista sensação de frio, desde uma bactéria comum até uma pneumonia, embora sua ação equilibradora possa ajudar em caso de inflamação. Coloca o corpo em equilíbrio, aquece e esfria conforme a necessidade. O efeito na digestão é calmante; ótimo para prisão de ventre e diarréia. Também é eficaz contra a gastroenterite. Atua no sistema urinário (facilita a micção) e alivia a irritação dos órgãos genitais. Pode ser benéfico para o tratamento da rigidez muscular. É, portanto, especialmente útil nos esportes, embora seja considerado, em geral, um paliativo para dores reumáticas e de outras naturezas. Antigamente, era considerado útil para doenças graves como cólera, pneumonia e tuberculose. De modo geral, é ótimo para manter o controle de infecções.
·       PELE: A ação sobre a pele é refrescante e, portanto, reduz as condições inflamatórias. Pode ser mais benéfico para a pele oleosa e ajuda a tratar a acne, queimaduras e ulcerações cutâneas. Compressas frias em contusões e torções costumam ser bastante eficazes. É um excelente regenerador de tecidos cutâneos.
·       OBSERVAÇÕES: - Precauções – É um óleo muito forte e estimulante. A superdosagem pode causar convulsões e vômito. Deve ser evitado na gravidez e por pessoas que sofrem de epilepsia e asma. O óleo de cânfora branca é considerado menos tóxico que os das variedades amarela e marrom, que contem muito safrol. A cânfora japonesa contém cetonas.
·       NOTA: Básica.
·       PLANETA: Não identificado.
·       AROMA: Refrescante e muito forte.
·       MISTURA-SE BEM COM: manjericão, camomila, lavanda e melissa.
·       EFEITO NOS DOSHAS: Diminui o Kapha e o Vata e aumenta o Pitta.

·       REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
·       Tratado de Fitomedicina; Dr. Jorge R. Alonso; Bases Clínicas Y Farmacológicas; Ed. Isis Ediciones SRL; Setembro 1998.
·       Farmacognosia da Planta ao Medicamento/ organizado por Cláudia Maria Oliveira Simões; 3ª edição, Ed. da Universidade – Universidade Federal do Rio Grande do Sul – 2001.
·       The Review of Natural Products; 4th Edition – The most complete source of natural product information; 2005 – Wolters Kluwer Health, Inc.
·       Óleos que curam – O poder da aromaterapia; Wanda Sellar ; 1992; Editora Nova Era.
·       Aromaterapia – O equilíbrio entre o corpo e o espírito – Holística – através dos óleos essenciais; Ann Berwick;  3ª edição; Editora nova Era – 2002.
·       Aromaterapia – Um guia de A a Z para o uso Terapêutico dos Óleos Essenciais; susan Worwood; 1995; Editora Best Seller.
·       Aromaterapia e as Emoções; Shirley Price; 2ª edição; Editora Bertrand Brasil; 2000.
·       O livro completo de óleos, incensos e infusões – Scott Cunningham – Editora Gaia – 2005.
·       Ayurveda e Aromatherapy; The Earth Essential Guide to Anciente Wisdom and Modern Healing – Dr. Light Miller and Dr. Bryan Miller – Editora Lótus – 1995, 2ª edição.
·       The Complete Guide to Aromatherapy – Salvatore Battaglia – 2ª edição – 2003.
·       L’aromathérapie exactement – Encyclopédie de l’utilisation thérapeutique des extraits aromatiques – Editora Roger Jollois  2001.