segunda-feira, 10 de abril de 2017

Um pouco de alquimia e aromaterapia

AROMATERAPIA, ALQUIMIA E ASTROLOGIA

O homem sempre se interessou em desvendar  o mistério da vida, e sua origem. Sempre houveram questionamentos sobre como a vida surgiu, como se originou, existindo várias filosofias, religiões que tentam explicar estes mistérios.
Na Europa, no final da Idade Média, surgem os alquimistas. Eles empregavam um vasto conhecimento entre várias ciências, tais como a medicina, astrologia e filosofia. Podemos descrever, baseados nos antigos conceitos, por exemplo, na Pérsia, onde viveu Avicena, o conhecimento desta época se dava em relação à religião, aos estudos das leis, da medicina, onde importando de vearias regiões ao redor do mundo, os alquimistas, olhavam a vida, segunda estas vearias ciências, e tentavam entender o conceito de vida. Utilizavam muito da observação da natureza e seus ciclos, e como tudo era interligado.
Temos alguns representantes de peso, que merecem destaque, tais como:
Agrippa von Nettelsheim, e Paracelso, que escreveram vearios volumes, muito extensos, à respeito do conhecimento científico herdado dos antigos gregos e romanos. Devido a insistente procura da pedra da sabedoria, coube aos alquimistas, apesar de serem muitas vezes bastante ridicularizados, o mérito de terem redescoberto a destilação dos  chamados por eles de « óleos  etéreos ».
A alquimia conta com três princípios básicos, pois segundo sua concepção, toda manifestação da matéria é realizada pela interligação dinâmica de três princípios filosóficos, que também foram chamados de três substâncias, que formam uma unidade dentro da trindade e que estas possibilitam a manifestação da vida.
Os vegetais, os minerais e os elementos químicos, são  denominados, pela terminologia dos alquimistas, de «SULFUR » ( enxofre ). Mercúrio, e sal, não deveriam ser confundidos com elementos químicos, ou com o planeta que tem o mesmo nome. No reino vegetal, obtemos a separação destes três princípios, através da destilação, passando por várias etapas de longa duração.
MERCÚRIO: é uma substância volátil, representado pelo álcool ( etanol = C2H5OH ), que é extraído por uma fermentação seguida de destilação. Durante a fermentação, que é obtida com o auxílio de micro-organismos vivos e fungos, a planta é decomposta, formando-se álcool etílico e carbono.
                   
                  C6H12O6 = 2C12H5OH+2CH2

Mas vamos ao que interessa:
MERCÚRIO: representa a energia vital, o prana, volátil, análogo, o conceito chinês de Chi, o japonês de Qi.
Esta energia etérea vital, penetra através da respiração, nos pulmões nutrindo os corpos sutis. É anônima, sem consciência, representa o princípio passivo, feminino, o que na Medicina Tradicional Chinesa chamamos de Yin. Está ligada à Lua, se manifestando no corpo, no sangue, no sêmen, no sistema respiratório e cardíaco.

SÚLFUR ( enxofre ): está ligado às forças masculinas, do fogo invisível, do brilho interior, do princípio da alma cósmica, e do amor incondicional, representando o símbolo do masculino, da polaridade Yang, que é consciente, ativo. Aliado às forças vitalizantes do Sol. Substância oleosa, representa os elementos Fogo e Ar.
Mercúrio e Súlfur, são elementos opostos entre si,  formando polaridade neutra, semelhante aos princípios Yin e Yang, que possibilita a formação de um terceiro princípio o Sal, ou a matéria.
O alquimista entende e distingue o súlfur fixo e o súlfur volátil. O súlfur volátil, é representado pelos óleos essenciais, o primeiro produto a ser extraído pela destilação.
Mercúrio, representa o espírito e o súlfur, a alma da planta, enquanto que o Sal, é gerado pela interação de ambos, sendo considerado o corpo que se manifesta através da matéria.
O óleo essenciais, são obtidos pela matéria, que é a planta, matéria viva, até surgirem, das cinzas embranquecidas, minerais solúveis em água, formando cristais denominados de «SAL SALIS », (sal  do sal ).
Estes três princípios ativos podem  ser separados entre si. Começa-se primeiro com a fermentação e a extração dos óleos essenciais. O passo seguinte, é a separação do mercúrio pela fermentação das sobras das plantas e do hidrolato, adicionando-se ainda uma determinada quantidade de levedura de cerveja e açúcar que depende do tipo de planta e da temperatura ambiental. A fermentação termina quando não se  forma mais dióxido de carbono. Em seguida esta substância é submetida a diversas fases de destilação, onde surge como produto final o álcool etílico.
Os três princípios alquímicos se apresentam em três estados físicos diferentes:
Sólido, líquido e gasoso, que são regidos pelos quatro elementos, terra, água, ar e fogo, que possuem propriedades frias, úmidas, secas, e quentes.

·      O elemento Terra: representado pelos carbohidratos (açúcar ), do qual se destila o álcool;

·      O elemento Água: está presente nos líquidos das plantas…


·      O elemento Ar: se libera em forma de dióxido de carbono;

·      O elemento Fogo: é perceptível pela liberação de energia calorífica durante a fermentação;


Nestes quatro elementos está contido um quinto caráter, denominado de « QUINTA ESSÊNCIA », mas não é idêntico a nenhum dos princípios anteriores. É uma forma imensurável, e pode ser comparado às forças cósmicas, que regem todos os princípios vitais do universo.
Paracelso dizia que é o cerne da origem de todos os elementos e, como tal, ao mesmo tempo, origem e alvo de toda a evolução.
A Quinta Essência é a força de interligação, ou causa, e a sua ausência provoca a desintegração de toda a matéria segundo a alquimia. Ela se manifesta de muitos modos,  em muito processos químicos,, como por exemplo,  na formação do mercúrio. Estes aspectos alquímicos ocultos, estão sendo escritos por mim, apenas para sabermos como os óleos essenciais na antiguidade era chamado, na idade média, de Quinta Essência, ou a alma vital da planta. Para quem quiser se aprofundar, há um livro, ou vários de Raimundus Lullus, ( alquimista e místico espanhol 1235 - 1315 ). Ele dizia que ao se separar as três substâncias,  através de métodos, bastantes difíceis,  por pessoas, como nós que não entendemos a alquimia,  e seus mistérios, e se a combinarmos novamente, medicamentos muito eficazes, para serem usados. A medicina espagírica, herdou o conhecimento dos alquimistas, havendo hoje em dia, muitos adeptos desta nova antiga -  medicina, espalhada pela Europa e Austrália.



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